Foto: Divulgação
A justificativa, em material oficial publicado no site do Legislativo, é que a CPI do Transporte Público fará “um roteiro de viagem em várias cidades gaúchas para buscar exemplos que possam ser replicados em Santa Maria de forma a melhorar a prestação dos serviços do modal”. Agora, resta saber se os 90 dias de trabalhos terão entregas de fato consistentes ou se o colegiado – essencialmente governista – apenas terá dado um verniz de preocupação. Nesse período, o trio que o integra – os edis Tony Oliveira (Podemos), Guilherme Badke (Republicanos) e Adelar Vargas (MDB) – passou por vários municípios gaúchos.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Na zona sul gaúcha foram visitados Rio Grande e Pelotas; na Região Metropolitana os edis estiveram em Canoas, Porto Alegre e Sapucaia do Sul; e, por fim, o destino foi Santa Cruz do Sul. Fato é que essas visitas, cujo resultado ainda não é conhecido, e uma série de outras atividades significam apenas que a CPI está suando muito para que não seja rotulada de “chapa branca”. Por enquanto, não há sucesso.
Aliás... Pelo menos um episódio inusitado desse périplo da CPI governista precisa ser registrado. Pois, na sessão do último dia 7, quando foi rejeitada liminarmente a investigação sobre agressão de gênero, que poderia, no final, dar cabo de seu mandato, o edil Tony Oliveira foi à tribuna e declarou, textualmente: “eu não tenho medo dessa bandidagem da esquerda que compra todo mundo neste país (…). Lavem a boca antes de falar meu nome, vão criar vergonha na cara. Vocês não têm o que fazer?”.
Algo mudou ou o vereador teve um rompante de civilidade? A foto que ilustra esta coluna, produzida em Pelotas, mostra duas risonhas figuras: o prefeito petista (de esquerda, portanto) Fernando Marroni, com, veja só, Tony Oliveira – que entrega ao pelotense um kit de obras contempladas pela Lei do Livro e, ainda, o Manual Eleitoral feito pelo setor de comunicação do Legislativo. Pois é...